20.10.08

Tem de tudo

Convenhamos que não é algo muito normal permanecer quase uma semana convivendo o tempo inteiro com mais ou menos cinquenta poetas. Isso em São Paulo. Você quase vai à lona, segura nas cordas, se equilibra.

Café da manhã no hotel: 10 poetas. De tarde, na USP: 40 poetas. De noite, na Casa das rosas: 40 poetas. De noite, nos botecos: 80 poetas.

Poeta do Rio, poeta de Recife, de Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, poeta de todo lugar.

Então você chega em casa e não sabe o que fazer primeiro: escovar os dentes ou ligar o computador? - o que lembrar primeiro? - o que ler? Ver televisão? Aproveitar o embalo e trabalhar, descansar? Desfazer a mala ou ir à UFSC? Telefonar para alguém? Colocar a vida no eixo? Dizer todas as novidades para o pai? Esquecer ou lembrar?

E tem de tudo: poeta novo, poeta velho, concreto, desatualizado, sintético, barroco, maluco, sem livro, com muitos, ou poucos; poeta mentiroso, poeta cabuloso, poeta falso, com verso curto, verso longo, tem de tudo.

É muito poeta, minha gente.

Muita coisa trouxe de lá: livros de poetas. De livrarias, SEBOS - em São Paulo, aliás, o conceito de SEBO muitas vezes é outro: livros raros e não livros velhos - e livros de novos amigos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Com tantos livros novos por ler, esperar isso com o meu, e ainda um singelo comentário, parece que é esperar demais... A fila anda e os livros acumulam... Abraço.
Gabriel Gómez

Thiago Ponce de Moraes disse...

Convenhamos: é algo estranho. Mas é uma mudança de ar necessária - ainda que em São Paulo (acho que isso só lá se pode dar, de qualquer maneira) -, uma tomada de fôlego novo.

Muito bom estar nessa cidade e saber a cada vez que existe mais gente se propondo seriamente a pensar poesia e a escrevê-la (ou a se deixar escrever por ela, enfim).

Fico feliz em dialogar contigo, Victor.

Abraço grande.

Ruy Vasconcelos disse...

olá, vitor,

voltou bem a floripa?

abs.

de um poeta velho, mentiroso, cabuloso e sem livros publicados.