27.3.09

O mal do século

Estamos tomando umas cervejas tranquilamente e então um de meus amigos, muito dono de si, me pede pra ligar no celular de sua mulher e dizer que não tem hora pra voltar. Acho divertido, nem peço explicações, ligo do celular dele. A moça atende meio puta já. Digo rapidamente que quem fala é o Victor, ela me conhece, até gosta de mim.

Ah, Victor, hm, tudo bem?

Sim, estamos tomando umas cervejas aqui.

Tá, o que eu tenho com isso?

Tem com isso que o teu marido pediu pra avisar que não tem hora pra chegar.

Diga ao meu marido que depois das dez, neste caso, também não tem casa pra morar.

Gostei sobretudo da rima, da solução rápida, e passei o recado no ritmo. Meu amigo, mesmo somando as risadas de seus próprios companheiros de mesa, não reconheceu a derrota abertamente. Pediu mais uma Original, deu um tapinha na mesa, nada muito forte, e logo todos começamos a perceber que seus olhos foram diminuindo. Na sequência alegou cansaço e partiu meia hora depois.

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