24.7.09

Luis Dolhnikoff erra outra vez (II)

Coisa fácil é me incluir em uma polêmica. Principalmente quando a polêmica não leva a lugar nenhum. Ou seja, assim: coisa fácil é me incluir em uma polemicazinha. O Luis Dolnhikoff também é muito conhecido por entrar em polêmicas baratas. Temos algo em comum, neste caso.

É que dia destes, faz uns meses, aqui, eu escrevi uma nota sobre um texto crítico de Dolnhikoff. A nota era só sobre o título, na verdade, e não sobre o texto, já que não li o texto até o final. É uma nota tola, naturalmente, mas muito verdadeira. Acho que eu não tinha idéia pra publicar mais nada naquele dia. Foi em maio. Dia 07 de maio. Faz tempo. Só ontem Dolnhikoff comentou. Fiquei na minha. Dolnhikoff é um crítico muito grande pra mim. Mas hoje comentou outra vez. Depois dizem que a internet é rápida. Os comentários são tão legais que eu publico abaixo.

Errar é humano, como já dizia Confúcio, mas a desinformação arrogante é outra coisa. O senhor perde espaço e tempo para criticar meu título & a falta de relação do título com meu texto. Acontece, meu caro senhor, que editores de publicações têm por hábito impor seus títulos. É um fato cotidiano e conhecido. Não por acaso, esse título não é meu, mas do editor. Já o senhor desconhece os fatos mais básicos do meio literário e editorial. Portanto, seria mais prudente se fosse mais comedido, para não errar tão ociosamente.

Post Scriptum: Além disso, editores costumam ter razões e expertise para gerar seus títulos, parte habitual de seu trabalho. Neste caso, o título serve como contextualizador da matéria, referindo de forma sintética o restante da obra propriamente romanesca do autor em questão, ao mesmo tempo em que introduz o novo livro. Coisa de profissional. Já um dos problemas maiores da internet é justamente a proliferação sem fim e sem critérios de amadores.

Uns parâmetros: 1) pode me chamar de você 2) o meu tempo é meu e eu faço com ele o que eu quiser 3) o título é teu e continua lá 4) a única vez que um editor modificou um título meu, assim, teve que escutar um bocado de coisas 5) o teu editor, seja lá quem for, não tem razão 6) o título continua sendo um truísmo e um enunciado autoritário e 7) o texto referido está publicado na internet.

Não dá nem pra começar.

2 comentários:

Anônimo disse...

vou ter que concordar que o senhor( jovem crítico blasé) desconhece os fatos mais básicos do meio literário e editorial.

Anônimo disse...

iii agora virou modo a expressão blasé! eu não concordo, acho que o velho crítico é que é medíocre em permitir tal ambiguidade no seu texto.