8.8.09

Anti-tabaquismo e outras questões

Como eu não fumo cigarro e não moro em SP, estava nem ligando muito pra esta lei anti-tabagismo, mas agora tem isso, um clic: a lei chega em SC dentro de poucas semanas - alguém tem alguma dúvida disso? - e fico me perguntando o que será do Blues Velvet. O Blues é uma das poucas coisas que presta em Florianópolis - e, sem fumaça, não sei, não tem fogo. A fumaça no Blues é aquela coisa que ninguém suporta mas ninguém abre mão. Tipo ex-mulher. Se abre a sacada pra galera fumar, os vizinhos reclamam do barulho; se fecha, o bar toma processo.

Outra coisa é que a palavra tabaco é muita engraçada, convenhamos. Fico pensando. Galera fica dizendo anti-tabagismo e nem sabe o que está por trás, digamos. Dizem que tem umas bibas meio desconfiadas, inclusive, que já estão se manifestando contra a lei, só pelo significante aproximado: anti-tabaquismo. Aliás, neste caso, é provável, voltamos ao Blues.

E tem também, sempre que o pessoal fala sobre a lei, tem aquele pode-não-pode. Pode fumar no presídio? Pode. No motel? Pode. O argumento: é "a extensão da casa" do cabra. Uhum, tá. E na zona, pode? Não pode. Mentira, na zona nem está previsto em lei. Então quer dizer, o Blues também é "a extensão da casa" de meia dúzia de amigos, então rola fumar. Tem um boteco aqui na Trindade que é a extensão da minha casa. E diz um bród: Se este conceito de "extensão da casa" pegar, a lei danou-se. Está certo. Taí uma saída pro Blues, afinal.

3 comentários:

Anônimo disse...

poxa, essa lei viria bem a calhar, acho que seria uma ótima oportunidade para o blues fechar as portas. que venha logo a lei, nem ia me incomodar de fumar umzinho lá fora.

Anônimo disse...

o blues era melhor quando quando ali era um puteiro

Anônimo disse...

e ainda não é?!! heheheehe