17.8.09

Diário de Gramado (IX)

Para o Caderno Variedades, do DC, aqui

O que mais existe na noite de premiação é gente olhando por cima do ombro do outro pra ver se aparece alguém importante ou mais importante.

Em uma festa no sábado de tarde, na Vila de Caras, antes da premiação, pude ouvir um diálogo assim entre um ex-BBB e uma moça desconhecida: "Você vai no tapete vermelho?", perguntava a moça. "Não sei disso, não", respondia o ex-BBB. E a moça: "É maneiro, vamos lá". E o ex-BBB: "Explica direito isso aí". E a moça: "Ah, você tem que caminhar em uma tapete vermelho enorme, com vários fãs gritando e celebridades", etc.

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A equipe de Nochebuena, longa colombiano, era muito divertida. Matias Maldonado, quando subiu no palco pra receber o prêmio de melhor ator, disse que estava nervoso, havia esquecido o português e inclusive o espanhol, esqueceu tudo. Depois, bebiam caipirinha o tempo todo. De fato, uma das atrizes já estava bebinha antes de começar a premiação e me disse algo assim: "Se eu beber mais uma, vou acabar subindo no palco e agradecer: Gracias, Bolívia!!..."

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A premiação foi bacana, com três ou quatro exceções. Corumbiara de fato era unanimidade por aqui. Dos 12 votos do Júri Popular, por exemplo, Corumbiara recebeu 10. Creio que Canção de Baal foi injustiçado por receber apenas o prêmio da crítica. Se a divisão dos prêmios para os longas estrangeiros conota certo equilíbrio, o mesmo não se pode dizer da mostra brasileira, irregular demais. Enfim, tive meus votos vencidos nos três prêmios do Júri Popular. Depois achei legal saber que minhas avaliações repetiram a avaliação da crítica.

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