2.8.09

Dois poemas

O poeta, crítico e editor Cláudio Daniel, em seu blog, aqui, publicou dois poemas meus de uma série que chamo de Miniaturas. O primeiro poema é uma tentativa de apreensão da obra do artista argentino León Ferrari, principalmente de suas de pinturas escritas. O segundo, por sua vez, que faz uso do formato do hai-cai de modo meio desastrado, eu escrevi após terminar a leitura do livro de Raúl Antelo sobre a passagem de Duchamp por Buenos Aires, e busca justamente estabelecer, de modo sintético, uma relação possível entre o mar e a máscara.

Um comentário:

Anônimo disse...

ela
era um corpo pequeno, de caber poucas formas, mas cabia muito medo e muito vento. sim, ela ventava. ela ventava muito de manhã e a tardinha. no calor ela chovia: encontro de massas. era uma chuva fininha de molhar sem escorrer, de derreter árvore de açúcar e de fazer o mundo inteiro dormir quase calmo. talvez ela até orvalhasse, mas quase sempre era a chuva mesmo. e era por causa do vento que ela fazia e do calor que ele trazia.