30.9.09

Uma vanguarda no funk

Hoje minha mãe disse que só passou a prestar atenção em letras de música quando começaram a aparecer com mais força as letras de funk - "baixas e apelativas", segundo ela. Minha mãe adora uma série de compositores médios de mpb, por exemplo, mas confessou que "sempre ouviu mais a melodia". Achei um depoimento revelador e fiquei imaginando se não será justamente este o procedimento de uma vanguarda, quer dizer: provocar certa consciência de linguagem justamente através do baixo; ou até mais: não será sobretudo o baixo, na história da cultura, o que torna viável alguma ruptura da norma? Um tapinha não dói, o título, de qualquer modo, sempre quis me parecer uma excelente metáfora da diferença.

12 comentários:

Laércio Costa disse...

Mas, no caso do texto que estava abaixo deste título, de qual diferença você estava se referindo?

Lisa Alves disse...

Olá estou vagando na blogosfera e conhecendo espaços. Quanto ao post se "Um Tapinha não doí" for algo inovador, cabe ao artista manifestar sua idéia. Creio que algumas letras de funk são apenas feitas em cima do valor que o chamdo artista agrega a vida. Conheço muita gente que aprecia o funk pela batida e qualquer coisa que disserem na letra não faz a menor diferença. Eu sinto agulhadas no ouviso, pois não separo letra e melodia.

Um abraço Lisa

Victor da Rosa disse...

acho que é a diferença do baixo o que provoca uma atenção diferente para a letra, como se a letra te agredisse e você precisasse se defender.

Victor da Rosa disse...

acho que as agulhadas no ouvido formam uma bela imagem.

Lauro Pommer disse...

O baixo é o grave ou a cultura "baixa", a letra é o que é falado na música ou é a cultura alta?

Victor da Rosa disse...

aí eu vou ter que perguntar pra minha mãe.

Lauro Linhares disse...

Você não sabe falar sobre o que escreve ou simplesmente não assume uma posição?
Ainda não aprendeu a tomar uma posição?
Fica nessa ambiguidade.
Até quando?

Victor da Rosa disse...

que isso, uma família?

Laura da Rosa disse...

Não, Vi, é a sua mãe!
Vê se para de ficar nos citando na internet! Já falei para tu não contar pra ninguém o que acontece entre nós. Agora que tu voltou a morar aqui, tu também voltou com isso? Faça-me um favor! Quem não gostará nada disso será seu pai.
E o que é que tem de interessante no que eu disse sobre o funk, toma tua linha, menino, vai trabalhar em algo que dê algum futuro! Tu ainda não lavou a louça do almoço!

Laura da Rosa disse...

Família é família e blog é blog!

Í.ta** disse...

desconfio de que tenhas múltiplas personalidades.

cristian disse...

Tá ardendo mais ta entrando,
arranhando mais ta entrando,
Tá ardendo mais ta entrando,
arranhando mais ta entrando!
[2X]

Ai, doutor que dor!
Ai, médico que dor!