19.11.09

O de cima desce e o de baixo sobe

Ontem foi um dia esquisito no futebol brasileiro.

Em dois jogos, ambos marcados curiosamente pela violência - um pouco divertida no jogo do Palmeiras, principalmente se tratando de uma briga entre dois jogadores do mesmo clube, sempre com Obina; mas meio assustadora, acho, no jogo do Fluminense, com cenas que dizem a violência um pouco além da representação - também aparece a marca de dois times que, de repente, sem qualquer explicação, mudaram.

O de cima desceu e o de baixo subiu, nesta ordem.

Dia destes, durante um jogo do Palmeiras, perguntaram pro Casagrande o que estava acontecendo com o time do Parque Antártica, e o Casagrande, sempre sábio, respondeu: Não sei.

Não adianta querer dar explicações; não dá pra saber. Assim como não era fácil explicar porque um time como o do Fluminense estava perdendo, não é fácil dizer porque o Palmeiras não ganha nem de si próprio mais.

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NOTA: É sintomático a maneira como a imprensa se coloca em uma posição no mínimo ambígua diante da violência no futebol: critica porque deve criticar, mas fetichiza. Cenas de violência, sem dúvida, que o diga Tarantino, são mercadoria pura. No jornal esportivo aparece duas vezes os gols do Grêmio e dez ou quinze vezes, digamos, o gol do Obima: um direto de esquerda no queixo de Maurício. Sendo mercadoria, há algo na violência que é, já diria Baudrillard, da sedução.

Um comentário:

Anônimo disse...

Errou ali, ó, tá escrito Obina com M.