29.11.09

Teste de masculinidade

Como eu quase nunca tenho idéias próprias, uma das coisas que costumo fazer é roubar frases dos outros. Às vezes saio pra andar de ônibus ou caminho pela cidade pra ver se consigo alguma coisa; e sempre consigo. Dia destes eu estava tomando um café no Cultura, sozinho, com o computador, e três sujeitos meio mocréios sentaram na mesa do lado. Pelo que pude notar, um era chefe dos outros dois - hierarquias sempre ficam muito claras nestas horas - mas isso não importa agora. De modo geral não diziam nada aproveitável, naturalmente, mas em um momento da conversa começaram a teorizar sobre mulheres e a conversa foi ficando boa, a meu ver, pois os clichês eram até certo ponto reveladores. No começo eu comecei a digitar o que cada um falava, respeitando cada subjetividade, mas depois - por vários motivos que não precisam ser explicados - achei que seria mais interessante apenas amontoar as frases e tentar um fluxo de consciência eletrizante. Um fragmento ficou assim.

Tem lugar que só tem mulher bonita, tem lugar que só tem mulher feia. Em São Paulo tem bastante mulher, mas tem muita mulher feia. Ah!, e Curitiba? Belo Horizonte é a mesma coisa. Tem mulher, muita mulher, maaaas... De dez você tira uma. Agora em Floripa não tem saída, porque onde você vai tem mulher bonita. É disseminado. Aqui além de rosto bonito, você vai na praia e a mulher é sarada. Mas é mulher burra. Verdade, mulher burra é complicado. Não consigo ficar 10 minutos. Não sou nenhum prêmio nobel, maaaas... E tem muitos homossexuais na cidade. Eu fiquei surpreso. A mim, não incomoda. Homossexualismo é questão de oportunidade. Que oportunidade?! Pera aí, pera aí. Vamos fazer uma analogia. Você sabe o que é um metrossexual? Não sei. Deve ser um cara como eu, que come todo mundo. Depende. É o cara da moda. Não, não. O metrossexual não é homossexual, mas tem alvará, você entende? Não, não, o metrossexual é pegador. Conheces a história dos dois caras que ficam numa ilha?

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