16.2.10

Com axé ou sem axé

Quando me disseram que Belorizonte fica vazia no Carnaval e que as pessoas vão para as cidades históricas (ou para o Rio de Janeiro) eu não tinha dimensão do que a afirmação significava. Ontem de tarde, em plena Savassi, após voltar de Inhotim (que merece um post à parte) o único lugar aberto se chamava Mc'Donalds. Parte dos belorizontinos reclama; outra parte agradece. A parte que reclama deve gostar tanto de Carnaval a ponto de imaginar que deve existir axé em cada mínimo canto do país, já que não se trata exatamente de falta de opção. Nada contra o axé e muito menos contra o Carnaval, mas vamos deixar as pessoas que gostam de paz em paz. Aliás, uma das leis curiosíssimas das cidades históricas é que trio elétrico e axé estão proibidos. Só não faço idéia de como é possível controlar um gênero musical. O guitarrista da banda faz uma batidinha de axé e a polícia invade o palco? A lei faz tanto sentido ao mesmo tempo em que não faz sentido algum. Seja como for, as cidades históricas, principalmente Diamantina e Ouro Preto, como dizem, com axé ou sem axé, se transformam em Sodoma e Gomorra. E eu, que me acho com axé ou sem axé, fico só achando de fora.

3 comentários:

Marília disse...

olhe, até o pé de cana, o melhor e mais movimentado bar dessa cidade, (em frente a minha casa, é claro) fechou nesse carnaval! E eu que achava que Fortaleza era que ficava vazia no carnaval! hahahahah
também não entendi como se fiscaliza essa lei...

Luana Cavalcanti disse...

"axé pra quem tem fé..."

Anônimo disse...

acho que ano que vem vou passar o carnaval em bh.