27.3.10

As palavras e as coisas (II)

Quando me perguntam o que estou achando de Belorizonte - meus familiares tem perguntado muito, naturalmente - não tenho nada muito espetacular pra dizer. As pessoas logo ficam frustradas com minhas respostas e acaba que o assunto em torno da vida na cidade não dura muito. De minha parte, sempre tento dizer algo que possa interessar aos outros - em Florianópolis, por exemplo, eu sempre digo: ah as praias são incríveis! e logo começa uma conversa entusiasmada sobre qualquer coisa - mas nunca consigo dizer nada parecido de Belorizonte. Isso porque a graça da cidade está provavelmente nas pequenas coisas - tomar uma vitamina de amendoim com aveia por R$ 2,00, remar no parque municipal, conversar com os velhinhos na porta do cinema, não pegar fila no Mineirão, andar por um bairro com predinhos de apenas 3 andares - ou seja, naquilo que não pode ser, digamos, representado pela narrativa. E talvez seja isso, pensando no fracasso dos meus relatos, o que mais me agrada na cidade.

2 comentários:

Fabricio C. Boppré disse...

Pois agora está muito bem relatado... nos vemos dia 8 próximo!

makely disse...

Sem dúvida, andar de barco no Parque Municipal é das melhores coisas para se fazer em BH! Melhor ainda é descer o Arrudas por baixo do asfalto...