11.3.10

chat com rafael campos rocha

rafael campos rocha rafaelcamposrocha@gmail.com
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11 março 2010 12:18



10:34 victor: tem uns minutos pra gente fazer aquela conversa?

rafael: tenho claro!

victor: é que a gente nunca conversou sério

talvez não seja o melhor modo de conversar

10:35 rafael: só um minuto!

victor: tá bem, vou pegar um café

10:39 rafael: tô pronta!

que nem o anuncio da meia calça!

victor: hahahaha

10:40 rafael: hahahaha

victor: então, rafa, tem três coisas que eu pensei

a principal é que eu acho que vc é cada vez mais escritor, mas vamos deixar isto pro final

primeiro eu queria saber porque vc parou de pintar

ou se você continua pintando

porque vc gosta muito de pintura

10:43 rafael: gosto. bem observado

olha, tem uma coisa em pintura que é difícil pra mim, que é sequência longa de um trabalho sobre um mesmo trabalho

enfim

é só isso

10:44 como escrever um romance, que eu já tentei

sacou?

10:45 victor: sei. um lance de continuidade narrativa, vc diz? bem, vc estudou com o paulo pasta, não é?

rafael: foi. e não fui um aluno muito bom. pelo menos em pintura.

não terminei nenhum quadro em um ano

e sou um cara que produz muito, trabalha rápido

10:46 mas em pintura fiquei meio travado

não consigo trabalhar na tela esticada, por exemplo

agora, vc tocou num pt importante, vc sabe que meus ídolos são os alemães dos anos 80, né?

eu queria ser neo-expressionista alemão

10:47 victor: os pintores?

rafael: isso

victor: pq? eles são mais velozes?

rafael: eu gosto até dos ruins, que nem o immendoorf

uhummmm

será que é isso?

olha, acho que pode ser.

tem uma coisa mais à vontade

acho legal isso do cara pintar o que quiser, saca?

10:48 e parece gibi, que é a minha formação



victor: são mais permissivos. a gente já conversou sobre isso da permissividade no teu trabalho.

rafael: isso. verdade. mas o negócio do gibi é importante

10:49 sempre achei legal gibi, mas sempre impliquei com essa coisa presa que às vezes tem, saca?

victor: o que vc considera preso no gibi?

rafael: sei lá, uma atenção à narrativa

quer dizer, os piores

detesto essas graphic novel americanas, saca?

10:50 neil gaimann, watchmen,

acho um saco

victor: é o que há de linguagem do romance no gibi, talvez?

rafael: isso! exato!

essa coisa de dar uma interioridade ao personagem, uma substância,

elevar o gibi ao romance, isso me mata

10:51 porra, prefiro mil vezes krazy kat a

deixa eu ver

victor hugo

victor: hahahahaha

rafael: hhehe

victor: a gente chegou mais rápido do que eu queria na escrita, o que mostra o quanto você esté enredado nestas questões.

10:52 eu gosto de ler o teu trabalho, cada vez mais, pela perspectiva da literatura

porque eu acho que você faz literatura sem fazer

e eu acho isso bonito

10:53 rafael: brigado victor. mas... eu acho que faço uma escritura.

quer dizer...

olha, eu tenho mais facilidade pra escrever que pra pintar, desenhar e esculpir

e passei por muitos anos lendo poesia, é minha leitura mais frequente

10:54 sempre tive mais gosto pra leitura que pra arte

saca? sempre fui mais exigente

mas como eu queria ser pintor desde pequenininho

victor: aí vc foi estudar pintura...

rafael: hã...

10:55 não. fui ser desenhista de animação,

tentei ser quadrinista

e ilustrador

fracassei em tudo

aí comecei a fazer arte, mas já com mais de 20 anos

também sem sucesso

10:56 meio fora do negócio social, sei lá

meio preguiçoso de conhecer arte contemporânea

MUITO pretensioso pra aprender

essas coisas

fui fazer o paulo pasta

tinha acho que 28 anos


[ Garoto de Ipanema ]

10:57 victor: tarde, não acha?

rafael: muito tarde.

victor: digo, pela regra

porque não sei se há um tempo pras coisas

rafael: olha, acho que foi 29, se bobear

não lembro

28.

10:58 há um tempo pra se aprender sim. e eu acho que meu trabalho demorou pra maturar
porque sou lento mesmo

victor: então quando você chegou na pintura, já tinha passado por ilustração, quadrinho
10:59 acho engraçado o modo como vc lida com os ritmos

rafael: como assim?

victor: porque seu trabalho tem uma velocidade

seu trabalho plástico, poético

bem, vc desenha com o mouse, isso deve significar alguma coisa

mas ao mesmo tempo vc diz que sua trajetória é lenta

rafael: preguiça e pão-durismo de comprar um tablet

11:00 olha, eu comecei jogar bola com 11 anos!

com 12, 13 eu fiquei melhorzinho

estranho, né?

victor: vc acha lento?

ou rápido?

11:01 rafael: e não se esqueça que terminei o colegial em, sei lá, 6 anos

ah! neguinho começa a jogar bola criancinha

eu ficava olhando, nunca tinha visto um jogo

na tv

victor: então vc começou a jogar futebol pq era o maior da turma?

11:02 rafael: não.

11 anos eu ainda não tinha repetido

eu era menor que as cianças um ano mais novas

victor: sei. daí sua identificação com o messi



rafael: verdade! qd comecei a repetir joguei bola, tinha mais coragem

11:03 enfim, tudo na minha vida foi lento

ah! o messi é uma azougue

eu nunca fui muito esperto

eu comecei a formar a minha personalidade com uns 14 anos

até então era o saco de pancada da escola

11:04 nem desenhar desenhava

quer dizer, nem mostrava

sei lá. ah! comecei a falar com 1 ano

essa porra de teclado

11:05 e...não sei.

victor: e o futebol. também não queria falar de futebol. porque a gente acaba falando disso. por
que você sempre acaba falando de futebol quando a conversa é sobre arte?

rafael: hummm.

11:06 acho que tenho uma coisa que é tratar as coisas pelo mesmo valor, sabe?

victor: mas vc sempre me disse que o futebol é muito superior.

rafael: hummm

digo?

victor: bêbado, uma vez.

11:07 rafael: hahahahaha

tem um preconceito de que a cabeça tem uma vantagem sobre o corpo também, de que rico é melhor que pobre

que inteligente é melhor que burro

11:08 sei lá. acho que ainda estou lutando com a minha infância, pra falar bem a verdade

victor: em q sentido, rafa?

rafael: ah! eu...sempre pensei essas coisas. mas qd vc é criança, filhos de pais pretensiosos, num colégio nazista,

11:09 ninguém te leva à sério.

aí vc começa a frequentar arte

e tem que passar por um

período aguentando calado um bando de imbecis

e eu sempre fui um tagarela

então...sei lá.

11:10 eu já disse que o meu trabalho é todo baseado no meu rancor, né?

quer dizer, numa amargura, na verdade

uma coisa que perdi faz tempo

e

11:11
não tem volta. por isso gosto de fazer piada e depois constranger as pessoas

como nos auto-retratos

por isso deteto essa coisa de diferenciação

quem é quem? quem é foda nisso e naquilio

victor: nos vídeos, vc diz?

rafael: isso

11:12 por isso essa coisa de turma me mata

victor: mas vc sempre fez parte de coletivos!

rafael: pois é!

mas aí era eu que fazia.

victor: sempre esteve ligado com isso, de abrir espaços, etc.

11:13 rafael: victor, se eu quisesse ter um emprego, teria que criar uma empresa, sacou?

se quisesse expor, tinha que montar a exposição toda

se quisesse escrever, tinha que mandar e-mails ou imprimir eu mesmo

11:14 victor: sem a presença de uma instituição

rafael: eu bem que tentei.

uma vez comecei a guardar as tentativas em salões e coisas assim

40 nãos em 1 ano e meio

ahahahahahahahah

11:15 victor: hahahahahaha

acho que é porque o salão não tem processo, então só sobra a estética

rafael: verdade

11:16 ah! mas agora conheço um monte de gente, então nem mando projeto e entra

eu nunca consegui nada em arte que não fosse por favorecimento pessoal

se fosse uma meritocracia de verdade eu estava fodido!

hahahahah

11:17 victor: hahahahaha

rafael: credo, qt amargor

11:20 victor: queria mudar um pouco de assunto e falar das tuas instalações, que foi por onde eu conheci o teu trabalho.

rafael: por isso. porque o aluno era somente um objeto que possibilitava com que ele lidasse com as proprias questões

e eu acho isso do caralho. pronto

mas diz

victor: desculpe, interrompi.

11:29 rafael: não. era isso

victor: depois eu edito

mas voltando.

dia destes eu li o tiago [mesquita] dizendo que um dos trabalhos seus que ele mais gosta é uma instalação desta fase. acho que ele se referia a duelo

rafael: isso

victor: vc parou de fazer pintura e parou de fazer estas instalações tb, acho.

11:30 mas agora o argumento da pintura não funciona mais.

quer dizer, ali já existe uma velocidade tb, uma velocidade de montagem.

mas há também uma espécie de drama.

muito bem humorado, mas um drama

rafael: isso. por isso era melhor que a pintura que fazia na época. na época eu era um discípulo do pasta

fazia campos de cor e tal

11:31 victor: no fundo, eu tenho curiosidade pra entender os motivos pelos quais vc abandona as coisas

rafael: boa

tem razão

que fiasco eu sou

não sei cara

11:32 victor: bem, não estou de acordo com isso

rafael: eu...não abandonei os gibis, ainda

victor: alguma vez vc falou que ali, ainda, de algum modo, vc respondia a uma tradição

e que vc não quer mais saber desta tradição

algo assim

rafael: nem escrever, acho... que na instalação duelo, estava tentando me libertar do ambiente concreto em são paulo, mas ainda reticente

com medo de não ser aceito

11:33 victor: isso, vc se referia a isso.

rafael: exato. então, os bonequinhos eram pequenos paulo monteiros, os desenhos também

as traves eram paulos pastas e miguezes, e sergios sistereres

11:34 e meio beuys também

mas o texto da época foi o passo mais importante que dei

um texto sobre o surfista prateado

victor: eu lembro.

11:35 e pq vc acha que o texto era o mais importante?

rafael: pois é. e logo depois fiz uma expo em floripa, com um tema meio caubói

porque era engraçado

victor: a exposição chamava dimas, o bandido.

rafael: o texto era a melhor obra da expo

as pesoas riam com o texto, e tinha um desenho tipo gibi no fundo

porque o texto era a MINHA cara

11:36 e eu acho que por isso mudei tanto

porque sempre busquei um negócio que fosse meu

a minha cara

sei lá, acho que todo mundo só quer ser amado

victor: e vc acha que a instalação não era a sua cara?

11:37 rafael: e aí, se eu fizesse um trabalho que fosse eu, e as pessoas gostassem, poderiam também gostar de mim, veja só!

não.

a instalação ainda tinha um quê de concretismo

fui conhecer o amilcar de castro com quase 30 anos

28 anos, sei lá

11:38 e eu gosto mais do mark manders,

mas não queria admitir

sacou?

victor: é curioso que vc fale isso da cara

porque depois o tema autobiográfico ficou forte

e vc inclusive desenha a si próprio nos quadrinhos

sem falar nos vídeos



rafael: exato.

11:39 sou um egoísta apaixonado

então resolvi que iria falar de mim, mas mal, porque nada mais irritante que gente que fala bem de si mesma

11:40 e se eu me destroçasse bem, talvez ganhasse um amorzinho, vai saber?

victor: teve uma menina que até chorou uma vez, vendo seus vídeos, vc já me disse

rafael: isso! se comoveu

11:41 mas aí tem outra coisa:

as pessoas acham que merecem viver porque são bem sucedidas, e eu tento mostrar que somos todos uns bostas

e que merecemos viver ué?

11:42 victor: mesmo sendo uns bostas, no caso

rafael: exato!

porra, eu sempre me achei um merda: feio, desconhecido, preguiçoso, lerdo

11:43 e nunca me conformei de ter que ter baixa-estima

11:44 tipo isso que o rodrigo bivar falou do texto agora, que o miguez brigou comigo: os caras podem falar que acrílica é covarde (nuno) e que o alumínio não tem caráter (amilcar) que tudo bem

se um outro, que eles desprezam, diz que óleo com cera é tinta cultural, eles brigam, não pode

11:45
porra! puta besteira que o amilcar falou!

frase idiota, de efeito

reacionária, essencialista

de sábio da montanha

11:46 victor: você atua como crítico também

e tem a ver com o modo como você se relaciona com as coisas

as coisas estão muito próximas, não é?

rafael: sim

11:47 como eu disse: buscando a minha cara

victor: porque o texto crítico vai se transformar em quadrinho

porque a escrita entra no trabalho

porque as ironias sobre o circuito de arte se transformam em obra

por várias coisas

11:48 rafael: exato. trato os textos como obra. o guy amado me acusou de usar os artistas dos quais escrevo pa falar de minhas questões

e ele está certo.

mas eu falo isso pra eles antes.

não sou um crítico. sou um artista que escrevo

11:49 como os professores de pintura em são paulo

hahahhahahahah

victor: hahahahaha

o que você acha da crítica no país?

11:50 ou no teu contexto, em sp

rafael: olha, acho aquilo que escrevi no buzz

victor: laudatório.

rafael: chega de escrever! um se ofende porque escrevo sobre o aspecto repressivo no ensino de pintura em são paulo (como fantasia dos alunos, mas não adianta, neguinho alarga a carapuça pra poder colocar!) o outro se chateia porque gosto somente de alguns trabalhos dele e não de todos, o outro...enfim, crítica de arte brasileira é uma chatice mesmo, e não porque não tem espaço. mas porque não tem pujança, não tem pegada. é tudo laudatório. mas os caras não querem um crítico pra debater o trabalho deles, eles querem um fã que escreva bem deles no catálogo e no jornal. bando de imbecis. além do que os textos não são bons mesmo e pra que outro mané gastando papel se podemos bancar os idiotas aqui na internete. ah! lembrei! por dinheiro. di-nhei-ro.

11:51 enfim, por isso

hoje eu escrevo por dinheiro

victor?

victor: opa, caí.

rafael: ah! mas vc leu

victor: sim,

vc escreve por dinheiro?

rafael: sim

crítica só por dinheiro

já parei texto no meio da frase porque o cara ficou em dúvida sobre o texto

juro!

11:53 aula também. só por dinheiro

victor: não entendi

que dúvida?

rafael: duvida?

11:54 victor: vc disse que parou o texto no meio da frase....

rafael: ah! tipo, não sabia se podia pagar porque, a expo ia atrasar, coisas assim
estava no fone e escrevendo, parei

hahahaha

victor: agora entendi hahaha

rafael: e apaguei, claro!

11:55 olha, acho que está dureza esse negócio de crítica aqui por isso

se vc ousa escrever uma coisa mais autoral, te detonam

é tudo muito personalista

tu num acha?

victor: eu acho. minha meta é escrever só por dinheiro também.

11:56 rafael: hahahahahahah

excelente

victor: mas você escreve no trabalho

por exemplo, os emails

é escrita

e é escrita crítica

rafael: isso. aí eu tenho a maior curtição

verdade

victor: nos quadrinhos, o mesmo.

rafael: verdade

11:57 victor: a internet faz uma função neste sentido

rafael: faz mesmo. é incrível

victor: pq nela é vc com vc mesmo

rafael: isso. e contato direto com o outro.

acaba sendo mais próximo que o papel, ô que coisa estranha

11:58 eu recebo todo dia algum comentário sobre os gibis

victor: fala um pouco disso, rafa. pq eu acho que hoje a internet é um dos pontos do teu trabalho.

e isso que vc fala da proximidade

entre o processo de comunicação e o próprio trabalho mesmo

11:59 eu acho que é um pouco isso que vc faz

a mediação é o próprio trabalho

rafael: olha, eu não sou um cara tecnológico.

não me importo com a mídia.

aliás, não sou um cara técnico

com nada.

12:00 nem com texto, nem com pintura, muito menos com escultura

e a internete permite que vc fale o que vc quer, com poucos recursos

tipo o narrador arnaldo, no youtube

12:01 acho que a internete acaba com essa coisa de vocação, e vc fica dando o recado, seja mal ou bem

então eu fiquei à vontade pra falar com as pessoas por internete.

comecei qd viajei pra europa

foi um jeito de continuar falando com as pessoas daqui

victor: sim, teu trabalho não chega a se ligar com um domínio técnico destes meios, é verdade

12:02 rafael: exato.

aí comecei mandando os e-mails tirando sarro dos europeus

e expus no paço das artes

foi o caderno de viagem

victor: pros amigos daqui do brasil?

rafael: isso

12:03 mas, de novo, o motor do trabalho foi indignação e orgulho ferido

mágoa pelo desprezo

victor: oq vc dizia? não conheço estes emails

rafael: ué? os cadernos de viagem

eu narro uma expedição etnográfica pra europa

te mando todos

foi quando começou a ficar sério

num conhece?

12:04 victor: não conheço, não

rafael: eu narro as intituições européias como eles faziam com a américa no século XVIII

é bem engraçado

victor: é ali que vc dizia

12:05 que quer roubar todo o dinheiro de volta

que eles roubaram da gente?

rafael: não. é mais sutil

quer ver...um segundo

12:07 victor: é bem etnográfico mesmo!

rafael: hheheh

e mandei a foto

então, trato de cultura, da medicina

cada quinzena mandava um

12:08 e aí em chamaram pra expor isso no paço!

se minha primeira obra foi o texto do surfista,

essa foi minha primeira exposição

em que me vi nela, saca?

victor: sei

12:09 e uma coisa, vc escreveu estes textos como se fosse 'arte'?

rafael: não.

meus textos são meus textos

não sabia o que faria com eles quando enviei

12:10 meus gibis, igual

aliás, meus filmes também

eu não acredito em produzir para ser arte, pelo menos no meu caso

victor: em outras palavras, foda-se a autonomia da arte

rafael: não. ao contrário

12:11 falo mesmo do desinteresse kantiano

de fazer as coisas sem ter o porquê

fazer para fazer

sem caráter utilitário

por isso tenho problemas com artistas profissionais

mas não tenho problemas com o fazer estético

sacou?

12:12 victor: você já está começando a discordar de mim. acho melhor a gente acabar com esta entrevista.

rafael: HAHAHAHAHAHHAH

boa

quer dizer,

má!

hahahahahahaha

victor: hahahahahaha

não quero que vc fique muito cansado.

rafael: mas agora disse uma coisa em que acredito e sempre busquei

por isso lutei com a pintura

e essa coisa de série, de ser uma aritsta,

por isso largo as coisas

qd elas tem uma demanda

12:14 victor: sim, isso é legal mesmo

rafael: ou seja, prefiro ser uma bosta de humano do que uma beleza de máquina

que cafona eu sou!

um humanista!

victor: e se vc ficar rico com os quadrinhos?

rafael: hahahahahah

duvido

e, me conhecendo

12:15 qd começa a acontecer algo

vou acabar procurando uma desculpa pra parar

sabe o que eu queria mesmo?

que as pessoas me amassem, gostassem de mim, sem que eu fizesse nada pra isso, saca?

12:16 mas todo mundo quer iso, né?

é a tal da histeria

queria receber pra existir

victor: sei

ser amado tem um preço

rafael: ah! sim

victor, cansado

12:17 podemos continuar depois?

victor: sim, estamos a quase duas horas conversando

valeu a paciência, rafa

rafael: vc já me conhece mais que a minha mulher

nada

hahahahah

victor: conversamos quase 600 linhas

não converso isso nem com a minha namorada

rafael: hahahahaha

victor: hahahahaha

4 comentários:

Anônimo disse...

hahaha.
muito bom!
adoro o trabalho do rafael campos!

Seu orientador disse...

Até que enfim um post realmente interessante neste blog!

Anônimo disse...

Quem quiser coisas interessantes que compre a revista "Super Interessante" em qualquer banca da cidade.

Seu orientador disse...

O anônimo aí está precisando de mais originalidade nas piadas...