16.4.10

Um estranho no ninho



Ontem, em uma festa no 1007, o ex-puteiro da cabeceira da ponte - bar underground, faz pouco tempo - havia um sujeito de terno e gravata, modelo executivo, bem no meio da pista. Ou seja, estava desatualizado. Ainda fiz questão de confirmar de onde originava o mal-entendido e puxei uma conversa na amizade: E aí, tá fraco de mulher, né não? Era a primeira vez que o sujeito entrava no 1007 - o puteiro, no caso - mas vários amigos deram boas indicações do lugar. Ele era meio forte, moreno, baixinho, cabelos bem cortados, meia idade, latinha de cerveja na mão, olhando ao redor, enfim, um tipo comum em qualquer lugar, mas muito exótico naquele ambiente. Se fosse performance de algum artista, em outras palavras, seria interessante o conceito. Acontecia o mesmo no Blues Velvet, aliás: sujeito chegava na festa de electropunk achando que estava na zona, mas logo estranhava a quantidade de baitolas. Você percebe no franzir de testas. De resto, a cerveja - uma latinha por R$5 - deve lhe parecer barata.