17.5.10

A experiência das tias

Tenho quatro tias na família do meu pai. Pelo menos duas delas já deram galhos sistemáticos em seus respectivos maridos - que nem sabem, naturalmente, que tenho um blog. Ontem, no almoço de família, elas começaram falando de uma vizinha que amargou um período de dura tristeza, após ser deixada pelo marido, mas depois se jogou na vida e teve um lindo caso com um pretinho da rua de baixo - uns 15 anos mais novo, diga-se - fato que provocou o ex-marido a voltar pra casa e, absurdo seja dito, fazer compras, sempre sozinho, no supermercado Imperatriz (isso foi minha madrinha que disse, pois ela mora bem em frente) todos os domingos depois do futebol. Digo sem maldade, ela enfatiza, são os fatos.

Acontece que da fofoca à psicanálise - ou seja, do geral ao particular - é um salto curto: em pouco tempo elas estavam falando delas. Tituberam no começo, mas não resistiram por muito tempo. Afinal, quem nunca deu um galhinho no marido?, perguntei no ar, e fez um silêncio cheio de sentido. Ih .... , refletiu a mais desbocada de todas, e neste momento ela parou de lavar a louça, como se hesitasse antes de confessar: eu já levei muitos, mas já dei uns também! Depois disso foi uma festa que nem vale reproduzir em todos as letras. Mas teve uma idéia que foi consenso entre todas, após a sugestão de minha madrinha, mais uma vez, que é sempre cheia de sabedorias: o segredo é amansar. Foi ela terminar a frase e meu pai entrou na cozinha. Voltamos pra vizinha.

Um comentário:

Anônimo disse...

Victor!!!