31.12.10

A minha lista - agora, sim - de melhores do ano



Идиот, de Фёдор Миха́йлович (1983-2010) - Фёдор Миха́йлович, sem sombra de dúvida, foi a grande promessa da nova literatura russa. Миха́йлович saiu da escola sem concluir o ensino secundário e, além de escritor, era corredor de automóveis. De modo precoce, Миха́йлович faleceu justamente em um acidente que envolveu oito veículos, na Avenida Лаврушинский, às vésperas de lançar seu segundo livro, ainda inédito, apontado pelos especialistas como uma "releitura de Crime e Castigo à altura de Dostoiévski". Идиот, por sua vez, um road-movie ao gosto de Kerouac, é seu único livro.

春秋, de 書經 (1988-) - A inclusão do jovem escritor chinês 春秋na última lista das 100 Personalidades Mais Influentes do Mundo elaborada anualmente pela revista Time surpreendeu muitos leitores ocidentais, mas na China a escolha parece óbvia. "書經 é o ídolo da minha geração", disse uma estudante de Xangai, a cidade onde o autor nasceu, há 22 anos. O jovem escritor chinês, em seu romance 春秋, misto de ficção e testemunho, representa a afirmação individual, através da rebeldia, num país cuja cultura tradicional parece privilegiar o coletivo e a obediência. Infelizmente, ainda não há uma tradução de 春秋.

Κωνσταντίνος, de Πέτρου Καβάφης (1945-) - Πέτρου Καβάφης é um dos contistas gregos com maior destaque nas antologias Ελλάδα και να στεγαστούν, να επιστραφούν e Ελλάδα και να. Sobrinho de Kaváfis, Καβάφης cresceu com a literatura correndo em suas veias, mas optou por publicar seus contos apenas quando completou cinquenta anos, em 1995. "Um homem só é verdadeiramente maduro quando chega a esta idade", diz. Em 2010, a editora Olimpo reuniu seus contos, que recebeu justamente o seguinte título: Κωνσταντίνος.

2 comentários:

francinecanto disse...

kkk

Júlia Eleguida disse...

gostei, adoro esta ironia sádica! podia ser mais sádica talvez