4.1.11

O Mundo Funk Carioca

Em uma parte de seu livro sobre o funk, O Mundo Funk Carioca, Hermano Viana descreve as práticas das festas soul brasileiras no começo da década de setenta - de fato, os primórdios do baile funk. Hermano diz que se formavam pequenas equipes produtoras de festas, sendo que cada equipe tinha seus MCs - "mestres de cerimônia" - e suas informações particulares. "Quem conseguia um bom disco rasgava o rótulo para torná-lo um artigo exclusivo de determinada equipe", escreve Hermano. Se uma música tinha balanço e fazia sucesso no baile, até seu nome tornava-se moeda de troca, já que uma equipe apenas revelava informações sobre a música caso outra equipe também compartilhasse seus hits. Segundo Hermano, que escreveu sua tese quando ainda não havia internet, esta é [sic] uma prática comum entre discotecários de países periféricos aos centro de produção musical.

4 comentários:

Anônimo disse...

você gosta de funk??!

Victor da Rosa disse...

Mas é claro. Tenho todos os discos do Furacão 2.000. Que ficam guardados, aliás, ao lado das obras completas de Machado de Assis.

Callas disse...

e dançar até o chão não é p/ qualquer um...

Victor da Rosa disse...

Muito embora, que fique claro, eu não dance até o chão.