17.9.12

Música ao vivo, esta praga.

Por Victor da Rosa 
Publicado no Diário Catarinense


Todo mundo já passou pela mesma situação: você chega a um bar desconhecido, puxa uma cadeira pra tomar duas cervejas, bater papo com um amigo e de repente, quando você menos espera, alguém começa a tocar violão e cantar clássicos da música popular brasileira.

– Oba, tem música ao vivo! – diz um sujeito na mesa ao lado.

Vou logo sendo franco, mas sem querer ofender muito a sensibilidade de ninguém: não curto isso de música ao vivo. Acho chato. Pior do que os filmes do Zeca Pires. Na verdade, tenho a impressão de que todo mundo sai perdendo: o dono do bar se incomoda, o músico se frustra e a gente ouve música ruim, isso quando ouve. O pior momento é quando chega o fim de uma música e fica aquele silêncio. Aí quem tiver mais bêbado aplaude. Pois você, que está sóbrio, não tem ainda aquela confiança toda pra puxar as palmas. Enfim, fica parecendo piada sem graça em circo de interior.

E quando o músico toca violão, canta e ainda faz a percussão no pandeiro com a ponta do pé? E quando ele quer interagir com o público e faz umas gracinhas, embora não seja treinado na arte do humor? E o repertório, sempre uma aventura pelos caminhos mais recônditos e imprevistos do inconsciente coletivo? Nada disso é alegre.

Mas algum filósofo já disse que gosto é igual a dinheiro, visto que não se empresta, cada um fica com o seu, e neste ponto a filosofia é uma ferramenta útil. Se a pessoa gosta de acordar cedo, passar cera no carro aos sábados e comer salada de rúcula no almoço, o que fazer? Tem gente, como é o caso de uma tia minha, a Rosette Rosa, que gosta até de freqüentar velórios. Não sei se é um prazer mórbido, o cheiro do crisântemo ou tara nos salgadinhos que servem. Mas paciência com as nossas tias. Vou convencê-la de que não é um ambiente propício? Deixa estar. Cada um é feliz do seu jeito.

No caso da música ao vivo, o que procuro fazer é o mais simples e saudável pra todo mundo: pedir a conta e procurar o bar mais próximo. Se existe uma coisa que brasileiro não pode reclamar é de falta de cerveja. A pessoa pode reclamar do meio campo do Figueirense, de propaganda eleitoral, que é um saco mesmo, e de buraco na estrada, mas cerveja sempre tem. E foi o que fiz na semana passada, quando um rapaz começou a cantar “Sina”, do Djavan, pegando a minha paz de surpresa. Como não sou a Carminha, obrigada a suportar as piores torturas da Nina, tomei minhas providências. Ou seja, tomei a cerveja que estava na mesa, chamei outra – pra não parecer mal educado – e solicitei a conta. Neste momento é que vem a última notícia triste desta crônica cheia de tristezas: o couvert.

– O couvert artístico é R$8, meu senhor.

– Oi?

– O couvert artístico, meu senhor, é R$8.

Quanto equívoco pode existir em uma frase tão pequena, ainda mais quando repetida assim, de maneira tão inequívoca! Antes de qualquer coisa, não sou exatamente um senhor, e sim um rapaz com a vida inteira pela frente, se Deus quiser. Sei que a pessoa não faz isso por mal, mas não custa chamar as coisas pelos nomes que elas têm. Depois, temos que definir direito o que é artístico. E por fim, o mais importante, é este preço. Fiquei dez minutos ouvindo Skank em ritmo de bossa nova e tenho que pagar tudo isso? É R$1,50 cada música? Mais caro do que escolher música no jukebox da Gruta Dourada? Enfim, termino a crônica com todas estas reflexões.

47 comentários:

Anônimo disse...

Respeito tua opinião, mas acho que se for pesquizar com os frequentadores, vai se surpreender.Rejane-Novo Hamburgo/RS

paulojonia@gmail.com disse...

Você despreza o músico brasileiro, os talentosos, ou, no mínimo, esforçados artistas e ainda tem pretensão de se dizer cronista! Vá estudar um pouco mais, rapaz e, quem sabe, aprender um pouco com um filósofo verdadeiro, quando dizia que só sabia a respeito da sua própria ignorância. A propósito, como tenho dúvidas acerca de sua formação filosófica, refiro-me ao Sócrates. Favor não confundi-lo com o grande jogador de futebol.

yullivic disse...

peraí, não precisa ser expert em música prá expressar o seu gosto.
Música é igual a filme, livro. ou gosta, ou não gosta. daí que músico, como poeta, tá sujeito à crítica, mas manezinho não gosta, não procura se aperfeiçoar, se agarra naquela coisa mesquinha de músico pobre, mal compreendido, se faz de vítima ganhando trocados na noite e ai de quem duvidar de sua artche!

andré disse...

Victor, você está coberto do razão. Nada mais insuportável que música de bar. Da mesma forma como é insuportável ter de comprar poesia de péssimos escritores que perambulam por aí vendendo a sua "arte".

yullivic disse...

e cá entre nós, não aguento mais mpb,
cae, chico, gilberto mal interpretados se já são um saco
então se é prá avacalhar tasca logo heavy metal e acaba com o papo!

Anônimo disse...

Posso imaginar o conteúdo dos comentarios que não estão sendo postados aqui. Ajoelhou, tem que rezar meu caro Victor!

Anônimo disse...

Meu caro Victor.você e pobre de espirito,e de dinheiro se vc não tem 8;00 reais fique em casa, alheas... viaje conheça alguns lugares do mundo , saia desta sua toca de ignorancia. da mesma forma que vc repudia música ao vivo, o músico também "odeia" tocar pra pessoas como vc e se vc não gosta MBB (música boa brasileira) va escutar sertanejo universitário que deve ser o que vd gosta de ouvir.

Victor da Rosa disse...

Meu caro. Escrevi esta crônica justamente porque sou apaixonado por música, e não o contrário. Minha crônica é uma prova de amor à música.

Anônimo disse...

Meu caro Victor, acredito que voce tenha se precipitado e generalizado ao publicar este artigo.
Blumenau tem músicos excelentes que compõe, tocam e cantam em bares e restaurantes da cidade que talvez voce ainda não tenha tido o prazer de conhecer. Garanto que se conhecesse não faria o comentário que fez.

Anônimo disse...

victor, vc é um bom escrevedor de abobrinha.

da próxima vez, pergunta se o bar cobra couvert e, se sim, nem entra. porque o cara, querendo ou não, tá lá trampando e precisa ser remunerado -- por mais que vc não goste do trabalho dele.

quanto à tentativa de definição do termo 'arte': para de ficar se fazendo. vc é pretencioso, eu sei. mas sei que não o suficiente pra querer definir arte. qualquer coisa pode ou não ser arte. eu sei que vc é um estudioso e que deve concordar com isso.

mas sabe o quê? vc é bem chatinho às vezes. vc é inteligente, escreve bem, é crítico, tem opiniões até interessantes. mas vc não é engraçado e é um puta pé no saco.

Victor da Rosa disse...

até que enfim uma crítica que preste. obrigado.

Milton Nascimento disse...

Eu apoio o Victor da Rosa. Primeiro, música ao vivo é mais chato que dançar com a irmã; segundo, a maioria dos músicos tem um repertório limitado, repetitivo e tosco; terceiro, todo esse tititi só mostra que além de chatos pra dedéu são também muito mal humorados e não conseguem ler nas entrelinhas; último, uma questão filosófica: o Zeca Pires é raso ou profundo?

Anônimo disse...

Cara acho que você devia respeitar mais o trabalho do músico, pois muitos profissionais sustentam suas famílias com o que você chama de ""praga, que pra mim se chama trabalho digno e arte. Tenho pena de pessoas como você que com certeza nunca saíram e vivem num mundinho medíocre criticando a arte. Vai viaja r e aprende como o músico brasileiro é respeitado la fora, bem, se até Tom Jobim e Badem tiveram que abandonar o Brasil para serem reconhecidos o que vou esperar dum babaca como você. Um pouco de cultura não faria mau pra você mas como diziam na antiguidade não adianta jogar pérolas aos porcos

Anônimo disse...

A discussão descamba para a grosseria. Chamar o blogueiro de babaca porque ele não gosta de música de quinta categoria é a prova cabal de que ele está coberto de razão. Eu também abomino essa musica de amadores. E tem outra, os músicos que tocam em bar além de tolos são cornos. Eu mesmo pegava a namorada de um cantorzinho de uma bandinha dessas. enquanto ele cantava eu agarrava. o cachê eu pagava pra ela. E conheço outras histórias dessas.

Anônimo disse...

Em tempo: o Zeca Pires é raso.

Anônimo disse...

Descordo quanto ao aclamado diretor Zeca Prato. Ele é profundo.

Julinho da Adelaide disse...

Dá próxima vez, peça para o pobre músico tocar Stravinski no violão para apetecer o gosto e a erudição do nobre cronista. Muitas vezes também prefiro não ler esse tipo de crônica ao comprar um jornal, mas me empurram goela abaixo e não tem gosto do seu chopp gelado; melhor que eu não compre o jornal da próxima vez ou que cronistas que se concebem acima do bem e do mal não tenham este espaço? Viva Rubem Braga, cronista de verdade e de quatro costados! Abaixo os cronistas "contra-cultura"!

Victor da Rosa disse...

Viva Stanislaw Ponte Preta, viva Oswald de Andrade.

Anônimo disse...

daew meu caro parabéms pela palhaçada que você postou, pois bem a polemica entre musicos e bandas jah esta grande, inclusive jah tah rodando por toda RIO GRANDE DO SUL, PARANÁ E SANTA CATARINA, jAH TA SENDO PUBLICADO EM REVISTAS ,E IMPRENSA, SE TU Ñ CURTI UMA MUSICA AO VIVO EM BARZINHO COMPRE UMA CAIXA DE CERVEJA E FIQUE EM CASA , MAS NAO PRECISA DISCRIMINA A CLASSE...

Victor Nunes disse...

É triste ter que ler uma matéria assim de um cara que sempre sonhou em ser palhaço de circo e não conseguiu... Virou um "jornalista palhaço de m..." Porque isso é uma palhaçada!!!
Desculpa a minha "grosseria", mas esse tipo de grosseria invadiu a todos da classe musical dessa cidade.
Sou músico a nove anos, e dentre todos os aplausos e até mesmo insignificante vaias, boa e má alimentação nos eventos, enfim, entre tantas coisas boas e ruins nunca desisti dos meus sonhos relacionados a música.
Esse "Victor da Rosa" nunca vai entender o que é ser um músico... mesmo o tal músico de barzinho que ele citou, nunca vai saber que não precisamos de aplausos para continuar cantando, nunca vai compreender que um simples sorriso de pessoas desconhecidas vale muito mais que aplausos.
Quanto ao couvert artístico foi citado que pagou R$8,00 por dez minutos (que ficou pelo próprio interesse), alguém já ouviu falar em couvert por minuto??? E aqueles que ficaram durante três horas no bar??
Blumenau é enorme e tem muito entretenimento, com ou sem música ao vivo, quanto ao jornalistinha ele tem que aprender a ler, porque 100% dos bares com música ao vivo tem faixas pra anunciar e lógico chamar a sua clientela que gosta de tomar uma cervejinha e ouvir boa música.
Vou melhorar uma citação do carinha aí, cerveja e babaca que não tem criatividade nenhuma não falta, a gente encontra em todo lugar.
Victor da Rosa é apenas mais um.

Anônimo disse...

VIVA A VAIA!

Alysson disse...

Não sei como citar comentário tão fora de linha, egocêntrico e preconceituoso, pra não dizer babaca. Primeiro que o bar, casa noturna ou sei lá qualquer botequim, segundo reza a lei, deve anunciar o "couvert artístico" na sua entrada. Sabendo disso, caro blogueiro, sinta-se no enorme direito que lhe cabe como cidadão, de não adentrar ao estabelecimento, para não "perder" a merreca de 8 reais. É mais fácil que postar um texto como esse sob o pseudo de crônica. Belo jornalismo imparcial este seu. Sugestão: converse pessoalmente com Armandinho e com muitos artistas famosos que começaram nessa vida pelos bares. Acredito que aprenderás muito mais que a sua faculdadezinha, isto se você tiver uma que preste. E faça o favor de se retratar, é o mínimo de dignidade e caráter que se espera de alguém com sua linha de pensamento e posição.
Att.

Anônimo disse...

Concordo e ao mesmo tempo discordo de vários pontos comentados no texto e nos comentários do face e aqui no blog.

Só uma coisa que acho que ninguém disse ainda: quem dera se o todo o dinheiro arrecadado do Couvert artístico fosse realmente pro músico!

E o principal: cadê a fiscalização da Ordem dos Músicos? Tudo podia ser resolvido por isso. Ou quase tudo! Donos de bares deveriam contratar só quem tivesse carteira! Mas como tudo no Brasil... Nada funciona quando o assunto é fiscalização!

Assinado: cantora de boteco que já cansou de ser parte de uma classe de músicos que se sujeita a ganhar pouco e se anula cada vez mais!

branco disse...

Voce foi forcado a permanecer nesse ambiente? Pq nao foi pro outro bar? Pra ter assunto e escrever um texto furreco desses? Nunca ouvi ou vi um musico usando o seu trabalho pra avacalhar com o trabalho de ninguem... E pensar que era so procurar outro bar...

Anônimo disse...

Nossa como esses músicos são sensíveis! Quanto "piti". são verdadeiros analfabetos funcionais. Não sabem ler. Aí então, com um pensamento de grupo, sem o mínimo acuro crítico, vociferam alegremente pelo espaço virtual. alegria, alegria! Se tivessem entendido o texto do nobre blogueiro, não estariam dando esse vexame. o mínimo que se espera, para citar um dos nécios grosseiros, é que reconheçam a própria ignorância e estupidez. E, é claro, comecem a tocar e cantar melhor. Longe dos bares, não esqueçam!

Anônimo disse...

tu é um boca aberta kkk nem vai no barzinho, se vai fica na tua, q coluna estupida!

Euopino disse...

VALEU VICTOR! poderia ter sido meu esse artigo, caso eu escrevesse... o problema é que num buraco como floripa quem será capaz de "captar" a mensagem?

"Musica" ao vivo se tornou uma das principais formas de agressao passiva. Primeiro que a maioria dos musicos tocam uma merda, e quando tocam bem, tem uma merda de repertório. Os caras realmente bons e que tocam arte de verdade sempre tocam pra uns 3 gatos pingados (cansei de ver o guinha com o bb no sufocos praticamente sozinho....).


Sempre aquela palhaçada pra pegar vagabunda e pagar de autonomo, e nem se importam que o dono do local sempre embolsa metade do tal couvert.

E essas bandas cover agora, q palhaçada é essa!? Dá é pena dessa raça... topa tudo por esmola, com esses repertórios de 8 horas de entulho..., mas como já rezava mestre Erasmo (séc XVI) ...,
"sao os piores artistas os que encontram mais mercado pois a maioria das pessoas está dominada pela loucura... "

Por isso q voltei pra europa..., aqui pelo menos a crise é economica, e nao musical...

Aquele abraço, mestre da Rosa, seus artigos sao excelentes - faltava alguém nessa ilha da hipocrisia com coragem suficiente pra falar algumas verdades!

Rafael M.
moriaencomium@gmail.com

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
tiago disse...

Não se deve levar a sério a opinião de um jornalista que vai ciscar algum assunto para ter oque falar e não morrer de fome,,sendo q o jornalisno nem é mais necessário ter-se o diploma de para ser exercido. Relaxa rapaz estamos no mesmo barco duas profissões desvalorizadas, mas lembre-se que a minha( de musico) arranca suspiro da alma feminina que ouve musicas que tocam na sua alma e vão para suas casas felizes e com boas lembranças. Fico triste por vc ser uma pessoa amarga assim, não vai chegar a lugar algum alem de ficar escrevendo bestialidades q não mudam nada na vida de ninguém, fica em paz.

Rodrigo Nogueira disse...

Sem querer ofender muito logo de início. Deixa muito claro a sua intenção em ofender sim os músicos e os sensíveis à arte. Infeliz o seu comentário. O único a perder nesta sua coluna foi você pelo seu incrédulo comentário. Não somos culpados do fato de você ser uma pessoa desprovida de sensibilidade musica. As pessoas são livres para frequentarem onde quiser. Portanto cabe à você buscar um ambiente que atenda as suas exigências particulares. Dizer que o músico é infeliz e não tem capacidade artística de promover interação junto ao seu público é ignorância demais e está no mesmo patamar daqueles que dizem que todo jornalista é – no jargão popular – “filhinho de papai” que não tem perspectiva positiva na vida e só foi para a faculdade para participar de festas regadas de ilicitudes. Como você ( Victor da Rosa ) citou no seu discurso, infelizmente, público: “Cada um é feliz do seu jeito!” digo que no seu caso você foi INFELIZ no seu jeito.
Mas como venho dizendo e seguindo minha crítica num paralelo com a sua, pagar o couvert artístico é como pagar pelo Diário Catarinense. Se pra você foi um desprazer deparar-se com músico ao vivo num bar, à nós músicos, amantes da música e artisticamente sensibilizados tivemos um desprazer maior ainda ao pagar por um jornal tão respeitado que ganhou sim o nosso descrédito ao permitir que sua coluna fosse publicada com essa infame crítica.
Eu ao menos tinha o conhecimento do quão respeitado é o Diário Catarinense porque procuro saber popularmente onde coloco o meu chapéu. O local onde você parou para matar saudade da faculdade e iniciar sua noite regada a cerveja com certeza tinha um anúncio enorme informando a existência de música ao vivo e o valor do couvert. Mas, vê-se de imediato que sua incompetência é tão grande jornalisticamente que o torna incapaz de observar o mundo ao seu redor.
Encerro da seguinte forma parafraseando seu texto mais uma vez e com algo bem brazuca: SEJA INFELIZ AO SEU JEITO E VÁ SE FODER!

Rose disse...

Só não entendi uma coisa. O jornalista disse "...tomei a cerveja que estava na mesa, chamei a outra - pra não parecer mal educado..." Isso me pareceu tão incoerente. Desde quando sair de um lugar porque não está gostando é falta de educação? Sair porque não gosta me parece ser mais honesto. Achei covardia permanecer num lugar sem estar afim pra depois escrever um artigo avacalhando com o músico\cantor.

Anônimo disse...

Um texto desses só pode virar polêmica mesmo.
Mas é interessante ver a "vanguarda" guardiã desse nobre cronista.
Basta ter 10, 11 críticas em relação a "crônica" do nobre rapagote que os "iluminados críticos de arte" logo começam a destilar seus aguçados comentários:

"Eu também abomino essa musica de amadores"
OK,Enfim, vc critica música de amadores. Passeando pelo mundo da arte responda algumas coisas:
Arthur Bispo do Rosário era graduado em que?
Pra um músico o essencial é a técnica ou o a sensibilidade, ou os dois?
Defina a palavra amador.

"Por isso q voltei pra europa..., aqui pelo menos a crise é economica, e nao musical."
Sem comentários, o principezinho pseudo-europeu tem mais é que virar adubo na Europa e ser feliz com as minhocas de Paris.

"Sempre aquela palhaçada pra pegar vagabunda e pagar de autonomo, e nem se importam que o dono do local sempre embolsa metade do tal couvert."

Então vc quer dizer que mulheres que se relacionam com músicos são todas vagabundas, ok.... vc tem sérios problemas psicológicos.

"Eu também abomino essa musica de amadores. E tem outra, os músicos que tocam em bar além de tolos são cornos. Eu mesmo pegava a namorada de um cantorzinho de uma bandinha dessas. enquanto ele cantava eu agarrava."
Vai pegador, homem como você acaba sempre sozinho na noite mesmo, se vc pegava ela enquanto o cara tocava é que ela só te aguentava com música ao vivo pra não ser obrigada a ouvir as merdas que vc fala.

Lú* disse...

E continuando, Victor da Rosa, tenho algumas dúvidas. Ficarei imensamente grata se você me responder.

Você escreveu "não curto isso de música ao vivo. Acho chato.".
Pode me explicar como é escrever sobre o que você não conhece sem cair em simplismos e generalizações?

Pense comigo, uma vez que você sente rejeição por música ao vivo, nem sequer se aproxima da essência da mesma, seu olhar é comprometido e limitado.
Você, graças a antipatia com gênero em questão, não se permite a EXPERIÊNCIA SENSÍVEL em relação a essência da mesma, tão necessária para produzir uma crítica ou até mesmo uma crônica.

A ignorância não gera frutos, meu caro, gera polêmicas. Seu gosto parece ser o ponto forte da crônica, ele estar pautado no nada, quando coloca todos os músicos no mesmo balaio.

Victor da Rosa disse...

Minha crônica é sobre uma prática, e não sobre Música. E eu, como a maioria das pessoas aliás, conheço muito bem a prática de música ao vivo. Em vários momentos já fui pego de surpresa por músicos ruins. Em uma carta publicada aí no blog falo sobre isso: a pessoa não gostar de stand up comedy não significa que ela não gosta de teatro. É um argumento tão infantil que eu sinto profunda vergonha de usá-lo, mas parece que se faz necessário. Simplismo e generalização está na leitura semi-analfabeta que se tem feito da minha crônica, portanto. Crônica que aliás nunca se pretendeu levar a sério. Não é eu quem coloco todos os músicos no mesmo balaio, e sim eles que estão vestindo a carapuça. E pelo jeito se sentem muito bem com ela. Quanto a isso, infelizmente, não posso fazer nada.

Lú* disse...

Ok, realmente não era a intenção dizer que você não gosta de música no sentido amplo da palavra. Acho que ficou bem claro no meu comentário que eu estava questionando o fato de você não gostar de música ao vivo e escrever sobre.

Mas continuo no vácuo, talvez pelo meu semi-analfabetismo, quando a pergunta é:
Como escrever sobre algo que você não gosta? Pautado no quê? Talvez não tenha ficado claro, mas realmente não entendo.
Se for só tua opinião, tudo bem, mas você realmente acredita que escrevendo ela numa crônica do DC ela não será levada a sério por uma maioria.

Você critica as críticas que te fizeram, músicos e outros, chama de semi-analfabetos. Poxa cara, são leitores desse jornaleco do grupo RBS, não é uma revista acadêmica de um centro de letras blah blah blah lida por 42 pessoas. Teu senso de humor não ficou claro. Se você não quer julgamentos como os que estão sendo feitos, se esforce mais pra “passar a sua mensagem” sem alfinetar uma meia dúzia e depois chama-los de semi-analfabetos.

Assim fica fácil, você paga uma de incompreendido pelas massas, diz que a ignorância alheia é um problema e assunto encerrado. O papel aceita tudo, será q os leitores aceitam tbm?

Victor da Rosa disse...

Lu, então eu preciso escrever apenas sobre coisas que eu gosto? Não entendo essa maneira de pensar. Como se poderia fazer crítica de alguma coisa?

E meu senso de humor, ele não ficou claro? Eu realmente não saberia o que fazer pra deixar mais claro do que aquilo. Se a pessoa disser que não acha graça, beleza. Ninguém é obrigado a achar graça de nada. Eu tenho meus leitores e eles acham graça. Vou continuar escrevendo pra eles. Mas dizer que não está claro?

Eu acho, francamente, que grande parte das coisas que foram ditas sobre a crônica não tem nada a ver com o texto que escrevi. Disseram, só pra dar um exemplo, que minha crônica é um ataque a toda classe musical. É um delírio. Onde escrevi isso? Recebi email de alguns músicos que se divertiram e não vestiram a carapuça. É oportunismo dizer que estou atacando toda a classe musical, entende? Dizer que Chico Buarque começou a tocar em bar e recebia couvert? E que sou um insensível em relação à música? É um delírio em massa. Em nenhum momento cheguei perto de falar de bandas também. Etc. etc.

Agora se o cara toca violão em bar, não estuda, desafina duas em cada três notas, se leva super a sério, etc, e consegue se reconhecer no meu texto e ficar puto, tudo bem. Estas pessoas me fizeram sofrer durante muito tempo. Agora é a minha vez.

bagre disse...

victor, dizer que musica ao vivo é desrespeito com o proprio musico? vc toca? pelo visto não... vc acha que os musicos e demais artistas estão na mesma corrida que vc?buscar atenção para si proprios? musicos verdadeiros fazem o som para colocar sentimento no local, nao espera que uma multidao fique aplaudindo de pé, basta ver que a grande maioria alem de nao demonstrar nao curtir, esta balançando a cabeça acompanhando o ritmo, batendo o pé, ou no minimo tentando batucar na mesa e acompanhar o musico... quando uma pessoa vai a sua casa o problema com as cores e decoração da casa é seu ou é dela? o que esta acontecendo dentro da casa diz respeito a vc ou a visita? intao nao queira ser PRECONCEITUOSO, e queres adivinhar o que o dono do bar e o musico sentem ao fazer musica ao vivo... pois vc não é nem musico nem um dono de bar que o contratou.... para alguem que publica informação, ta faltando mais conteudo e menos vontade de mostrar a cara

Anônimo disse...

foda pagar cover quando vc sai para um bar se divertir? imagina o qão foda é comprar um jornal para se informar e ler suas besteiras? comprando jornal era para eu ter garantia de informação e não opinião... indo para um bar aonde esporadicamente acontece musica ao vivo, um dia vc vai ver é obviu... buscar conhecer o lugar que frequentas é o minimo

Anônimo disse...

Eu acha que música de bar era um porre. agora, com tanta estupidez me fez enxergar que eles são alé, de chatos uns tolos. E, o pior, se orgulham disso. Um orgulho grupal.

essa lu escreve tanta besteira. será q ela é namorada de algum músico. não lembro de ter pegado essa enquanto um desses chatos tocava. por isso nunca reclamei de couvert. vale a noitada.

Anônimo disse...

com essa barba provavelmente você costumava ouvir "Los Hermanos" (e algum deles provavelmente fez isso alguma vez por uma janta ou "cerveja", no Brasil funciona assim.. porém não sei qual o seu berço)... como músico profissional e "estudado" não me senti ofendido, porém, defendo a classe que em geral ingênua sustenta aos trancos um pouco do que é rotulado "música popular brasileira", mas convenhamos, o seu título é infeliz... quem sabe poderia usar algo como "um barzinho um violão", aquele DVD é horrível.. acredito também que você não tenha percepção musical o suficiente para saber se eles desafinam 2 notas a cada 3, não mesmo.., quem sabe Stravinsky teria.. mas você não. Enfim, publicidade boa a sua.. aproveite, isso vai difundir em massa pelo Facebook através dos tolos músicos, que ao invés de difundir deveriam esconder.. porém, sua crônica está longe de ser "cult", é "brega", até o "Hermes e Renato" foram mais felizes sobre isso.. acho que para qualquer coisa que um "escritor" que cita filósofos fosse escrever sobre "Música", iria escrever sobre algo mais útil ou realmente irônico.. como já fez "Érico Veríssimo"...

Anônimo disse...

Não vou nem me referir ao conteúdo da sua cronica, se é que pode se chamar de cronica. O pior de tudo foi chamar música ao vivo de praga... No mínimo muito grosseiro e sem ética. Olha rapaz, sou músico, sustento minha família há mais de vinte anos com esse ofício... por muitas vezes tive que tocar em bares, alguns barulhentos, com um péssimo equipamento de som, frequentado por todo tipo de gente, inclusive do seu tipo, outros muito educados... graças a minha música, tive a oportunidade de tocar em 22 países, conheci e toquei com muitos artistas de elevado nível e conceito no cenário brasileiro e mundial... vou te dar em exemplo, uma vez na França tocando num bar de um cassino, me senti até estranho, perdi a pegada de tanto silêncio que faziam no ambiente para ouvir o som... todos estavam gostando? não sei, até acho que não, mas por educação de estarem em um local que tinha música ao vivo, respeitavam o músico. É essa cultura que poucos, ou pelo menos você e seus defensores não tem. Ninguém é obrigado a assistir a nada que não queira, é educado, até para com você, informar-se da programação de onde pretende ir. Não tenho o dom da escrita, mas imagina você pegar um jornal, dito conceituado, e ler o seguinte título: "Cronistas de jornal essa praga"... Bom é isso ai, em todas as profissões tem os desqualificados, na música e inclusive no DIÁRIO CATARINENSE!

Lú* disse...

Hey anônimo sexista e sem noção, pegadorzão de mulher, se você estivesse mais seguro com sua vida sexual teria a necessidade de ficar expondo ela aqui, quer o que, "troféu joinha"??

"Peguei essa, peguei aquela"... blah blah... "só pode ser mulher de músico", ahhhh você é garotão machista e sem argumento e capacidade mental de responder sem falar bosta!

Se você não gostou do que eu escrevi critique as ideias,(deve ser difícil pra um troglodita feito você) meu bem.

Ir direto pro lado pessoal quando alguém fala algo que você discorda só mostra que você não tem nada de importante pra falar ou acrescentar, ainda mais quando faz isso anonimamente.

Muito bonito isso, vc senta em cima de sua bunda gorda e fica contando que músico é corno e vc pega mulher de todo mundo em comentários de blog, faça-me o favor beibe. Argumentinhos de baixo calão são tiros no pé, não se pode levar a sério. Seu comédia.

Mas vai lá, continua, de repente seu P** cresce enquanto vc escreve.

Anônimo disse...

Não vai colocar aqui minha opinião escrita ontem?

Henrique disse...

Victor da rosa vc é o cara mais idiota q eu ja vi, ofende toda uma classe trabalhadora e ainda fica ofendido com o repúdio da classe? Vc estudou musica? Vc sabe realmente diferenciar um tom de um semitom pra dizer q uma nota musical esta ou nao afinada? Claro q musicos se sentem ofendidos ao ler sua matéria afinal vc ofende musicos em geral , musicos bons e consagrados tocam em barzinho, Armandinho, Serginho moah do papas da lingua entre outros são exemplo disso pois tocam em barzinho até hoje. O minimo q deve fazer é reconhecer e se desculpar ao invés de achar q esta certo. Ponha em prática a autocritica. E sinseramente eu lamento q existam pessoas como vc.

Anônimo disse...

Queridinha Lu: passa o seu telefonone para mim. Tu não resistrá a 5 minutos do meu chaveco ultra sofisticado. Falarei de focault, barthes e aganbain. Podemos marcar num barzinho com música ao vivo. Aí vc verá como é ruim ser interrompida no ápice dos seus desejos e atenções por um músico de quinta categoria. Não me diga não, pois sofrerei demais.

DHABA disse...

Acho que tem lugares que não é necessário música ao vivo.Isso pode comprometer o músico e o seu trabalho.Também temos músicos cansados da noite com repertórios batidos e péssimas interpretações e execuções piores ainda.E tem músicos que se acham,em ABAETETUBA- PÁ, onde moro,tem músico que ainda toca canteiros, pode. Sou músico mas não aguento.Agora com o FACE melhorou, nos sabemos onde eles estão,ficou fácil fugir.

DHABA disse...

Acho que tem lugares que não é necessário música ao vivo.Isso pode comprometer o músico e o seu trabalho.Também temos músicos cansados da noite com repertórios batidos e péssimas interpretações e execuções piores ainda.E tem músicos que se acham,em ABAETETUBA- PÁ, onde moro,tem músico que ainda toca canteiros, pode. Sou músico mas não aguento.Agora com o FACE melhorou, nos sabemos onde eles estão,ficou fácil fugir.